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domingo, 4 de março de 2012

Como decidi virar atéia

Eu era católica. Desde que nasci, porque a minha família inteira era e continua sendo, com excessão de alguns parentes que são evangélicos. Mas nunca fui do tipo "fervorosa", aquela que todo domingo ia à igreja, pagava o dízimo (até porque nunca paguei e nem vou pagar) e tudo. Durante 15 anos e 3 meses da minha vida eu fui imposta a ter uma religião, era seguir ou seguir. Sempre tinha essa de "se você não ir à igreja, não rezar todos os dias, e bla bla bla, você vai para o inferno". E eu, como era ingênua, sempre acreditava e temia isso. Eles sempre tratavam o inferno como "um lugar onde os não tementes a deus e pecadores iam, para sofrerem dores inimagináveis e queimarem por toda a eternidade". E o próprio deus deles mandavam as pessoas para lá. Por 15 anos eu aceitei isso, sem questionar nada. Há algum tempo atrás, conheci um amigo do meu irmão, e ele era ateu... bom, a princípio eu achei absurdo a ideia de alguém não acreditar no "todo poderoso", mas só agora eu entendo os motivos dele, antes eu pensava como uma religiosa, agora sou racional. Ele foi me mostrando artigos sobre o ateísmo, eu os lia apenas por curiosidade, já que achava que estava "certa" sobre a minha posição quanto a isso, e que aquilo não ia me fazer mudar de ideia. Bom, eu estava muito enganada. Depois de ler esses artigos, comecei a reavaliar minhas crenças, me fazia diversas perguntas como: Se deus ama seus filhos, porque manda aqueles que não seguem suas regras para um lugar tão horrível como o inferno? Que tipo de amor é esse? E os familiares dessas pessoas condenadas a dor, como iriam desfrutar do paraíso sabendo que as pessoas que amam estão sofrendo dores horríveis? Será que minhas orações eram ouvidas? Eu estava falando sozinha ou tinha alguém me escutando? Foram essas e outras perguntas que me fizeram pensar, pensar muito e chegar no ponto que estou hoje. Fui perdendo minha fé, comecei a pensar que estava sozinha, que esse 'deus' nunca existiu. E estou melhor assim. Abandonei minha crença, os medos que tinha sobre o inferno, não acredito mais nele. Não temo mais ser castigada por fazer o que quero, e não o que a igreja manda fazer. Ateus sofrem preconceitos, são julgados, e comigo não vai ser diferente. Mas isso não vai fazer com que eu desista do meu direito de não me prender a deus nenhum, do meu direito de não crer. Hoje vivo mais livre, o que eu fizer de errado vai ser minha culpa, e o que eu fizer de certo o mérito é todo meu. E hoje agradeço ao amigo do meu irmão por isso, sem ele eu nunca abriria meus olhos para a verdade, seria apenas mais uma fanática, manipulada por uma instituição monetária chamada igreja, que teme por algo que não existe.